Como aplicar DESIGN THINKING em sua empresa

Todo trabalho de design exige reflexão e a livre expressão do pensamento.

Um dos grandes desafios enfrentados pelos profissionais em suas carreiras, nos dias de hoje, é suportar pressão por resultados cada vez mais imediatos (e dotados de nível máximo de eficiência),

exigências que têm feito com que se opte sempre pelo caminho mais seguro e de menos riscos: é a velha história de ganhar o jogo por 1 X 0, ao invés de se arriscar a jogar bonito e acabar derrotado.

Design Thinking é uma forma de pensar que ajuda a resolver diversos problemas de todos os tipos. É um conceito que surgiu dentro do design, mas que pode ser usado para qualquer área,

a primeira informação que deve ficar clara é que design thinking não é uma metodologia, e sim uma abordagem, isso porque, quando pensamos em método, criamos a expectativa

de ter às mãos uma fórmula matemática que se aplique indistintamente em qualquer situação. Não é o caso.

 

Como funciona o Design Thinking

1 – Imersão:

Dividida em duas partes, preliminar e em profundidade, é quando uma equipe se aproxima de um problema, a partir das mais diversas perspectivas e pontos de vistas.

Nessa fase, os mais diversos atores do processo são identificados, além do escopos e limites de um projeto, fornecendo insumos para a fase seguinte, a de imersão em profundidade.

 

2 – Análise e síntese:

Os dados coletados na fase de imersão, organizados em cartões de insights, devem ser submetidos a uma fase de análise e síntese, de forma a serem organizadas e criar padrões identificáveis, dentro de uma lógica que permita a compreensão do problema em questão.

Nessa etapa, várias ferramentas podem ser usadas como cartões de insight, diagramas de afinidades (organização e agrupamento de cartões de insight com base em afinidades, similaridades, dependências ou proximidades, gerando um organograma),mapas conceituais

(visualização gráfica, construída para organizar dados coletados em trabalho de campo), critérios norteadores (diretrizes balizadores do projeto), etc..

 

3 – Ideação:

É a fase onde o perfil de um público alvo é definido, daqueles que serão “servidos” pelas soluções criadas, a partir de ideias inovadoras para um tema do projeto em questão.

Para tal, utiliza-se como insumo a síntese criadas a partir das fases anteriores.

Brainstormings são realizadas, além de sessões de co-criação com o público e profissionais da área, gerando ideias que serão capturadas.

Aqui ideias ousadas são bem-vindas, de forma que se evita qualquer julgamento de valores. Por isso o senso crítico não pode inibir os sujeitos envolvidos, sendo promovido apenas para o debate de ideias.

 

4 – Prototipagem:

É o momento que ideias abstratas ganham conteúdo formal e material, de forma a representar a realidade capturada e propiciar a validação de todo o conteúdo apreendido.

E apesar de ser apresentado como fase final do processo de design thinking, ele pode permear todo projeto, de forma a acontecer simultaneamente com a imersão, análise e síntese, e ideação.

 

Design Thinking é pura arte, ação, execução e teste. E mais teste e mais teste…

 

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